Maio Vermelho acende alerta para câncer de boca diagnosticado tardiamente no Brasil
- 26/05/2026
O câncer de boca continua sendo um dos tumores mais frequentes entre os homens brasileiros e um dado preocupa especialistas da área de oncologia: cerca de 70% dos casos ainda são descobertos em estágio avançado. Isso significa tratamentos mais agressivos, maior comprometimento funcional e redução significativa das chances de cura.
A campanha Maio Vermelho surgiu justamente para ampliar a conscientização sobre prevenção, sinais de alerta e diagnóstico precoce da doença, que registra mais de 15 mil novos casos por ano no país.
O câncer pode atingir diferentes regiões da cavidade oral, incluindo língua, gengiva, lábios, céu da boca, bochechas e assoalho bucal. O problema é que muitos pacientes ignoram os primeiros sinais ou demoram a procurar avaliação médica, permitindo que a doença avance silenciosamente.
Segundo o médico oncologista clínico especialista em tórax, cabeça e pescoço da Croma Oncologia, Álvaro Guimarães Paula, o diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para aumentar as possibilidades de cura e reduzir impactos mais severos do tratamento.
“Como todo tipo de câncer, as formas precoces são as que apresentam as maiores taxas de cura. Quando descobrimos a doença no início, conseguimos utilizar modalidades únicas de tratamento, que são menos invasivas e preservam melhor a funcionalidade e a estética do paciente”, explica o especialista.
Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam em até três semanas, aftas persistentes, sangramentos, dificuldade para mastigar, engolir ou falar, além de nódulos na região do pescoço, mandíbula ou maxilar. Em muitos casos, pequenas alterações acabam sendo confundidas com irritações simples ou problemas odontológicos temporários.
Outro ponto importante destacado pelos especialistas é que o câncer de boca não está ligado apenas ao tabagismo. Embora cigarro e consumo excessivo de álcool continuem entre os principais fatores de risco, a doença também pode surgir em pessoas sem histórico desses hábitos. No caso específico dos lábios, a exposição solar excessiva também merece atenção.
Além do diagnóstico tardio, o câncer de boca ainda enfrenta um problema de desinformação. Muitas pessoas não realizam acompanhamento odontológico regular e acabam deixando de perceber alterações iniciais que poderiam ser identificadas precocemente em consultas de rotina.
A prevenção continua diretamente ligada a hábitos de vida mais saudáveis, higiene bucal adequada, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e atenção ao aparecimento de qualquer lesão persistente na cavidade oral.
Especialistas reforçam que a observação do próprio corpo e a busca rápida por avaliação médica continuam sendo as formas mais eficazes de reduzir os impactos da doença.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação
Fonte: Assessoria de Imprensa



