No episódio Com a Taça na Mão, Raimundo Freire apresenta a segunda parte da trilogia sobre a produção de uma grande cachaça, destacando que o momento da colheita é decisivo e não permite correções depois da matéria-prima. Ele explica que colher a cana no ponto exato de maturação garante maior concentração de açúcares e qualidade, e reforça que a cana deve ser moída o mais rápido possível após o corte para evitar degradação, oxidação e contaminação. Também destaca a importância de uma moagem eficiente e bem regulada, já que o caldo extraído é o “coração do processo” e define o caminho sensorial da bebida. Raimundo detalha que antes da fermentação o caldo precisa ser limpo e equilibrado, passando por etapas como peneiramento e decantação, além de possíveis ajustes de acidez para criar um ambiente adequado às leveduras. Ele explica que a fermentação transforma açúcar em álcool e aromas, e envolve escolhas importantes como fermentação natural ou controlada, uso de leveduras selecionadas e controle rigoroso de temperatura e tempo. No final, reforça que mesmo antes de falar do alambique, toda a identidade da cachaça já está sendo definida pelas decisões corretas no campo e na fermentação, convidando o público para o último capítulo da trilogia.